A aventura de Gaia contínua. Com o passar do tempo a comunidade científica começa a olhar para esta teoria científica com mais credibilidade. A pressão dos movimentos ecologistas não é isenta de responsabilidades nesta mudança de atitude. Alguns setores mais ortodoxos adotam a designação de Ciência Sistémica da Terra (Earth Systems Science) em detrimento do nome original. No entanto, nos meios verdes mantêm-se a designação original e, em alguns sectores mais espiritualistas, desenvolvem-se conceções panteístas e de revivalismo do culto da Terra característico das sociedades xamânicas.
Voltando aos aspetos materiais mais reducionistas, diferentes áreas do conhecimento debruçam-se em busca de evidências empíricas da existência do sistema gaiano. As buscas revelam-se frutíferas e algumas conjecturas são colocadas a debate.
Apercebemo-nos que as florestas tropicais — sendo a Amazónia o exemplo mais conhecido e frequentemente chamada de pulmão da Terra, não nos podemos esquecer das manchas verdes da África Equatorial e do sudeste Asiático — não têm um papel tão importante na reposição do oxigénio e na remoção do dióxido de carbono da atmosfera.
Na verdade, um simples balanço mássico revela que a quantidade de O2 reposto e de CO2 removido pelos seres autotróficos amazonenses, é praticamente igual à que todos os seres, auto e heterotróficos que são constituintes deste tipo de ecossistema, consomem e expelem. Esta descoberta põe em causa alguns dos slogans mais usados na argumentação pela defesa das florestas tropicais; no entanto, um papel ainda mais importante está reservado a estes mega-organismos. Eles assumem, juntamente com a albedo e com o efeito estufa, o papel de grandes reguladores do clima de Gaia. As florestas tropicais, através do processo de evapo-transpiração, são literalmente o sistema de ar condicionado do planeta.
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Apercebemo-nos que as florestas tropicais — sendo a Amazónia o exemplo mais conhecido e frequentemente chamada de pulmão da Terra, não nos podemos esquecer das manchas verdes da África Equatorial e do sudeste Asiático — não têm um papel tão importante na reposição do oxigénio e na remoção do dióxido de carbono da atmosfera.
Na verdade, um simples balanço mássico revela que a quantidade de O2 reposto e de CO2 removido pelos seres autotróficos amazonenses, é praticamente igual à que todos os seres, auto e heterotróficos que são constituintes deste tipo de ecossistema, consomem e expelem. Esta descoberta põe em causa alguns dos slogans mais usados na argumentação pela defesa das florestas tropicais; no entanto, um papel ainda mais importante está reservado a estes mega-organismos. Eles assumem, juntamente com a albedo e com o efeito estufa, o papel de grandes reguladores do clima de Gaia. As florestas tropicais, através do processo de evapo-transpiração, são literalmente o sistema de ar condicionado do planeta.
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Créditos
Fotos: Todas as fotos são da autoria de Yann Arthus-Bertrand e estão disponíveis para descarga gratuita em www.yannarthusbertrand2.org. As legendas de cada fto dão detalhes do local onde foram tiradas.
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