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2012-08-31

Pam Warhurst: Paisagens comestíveis

O que deve fazer uma comunidade com a terra que não está a ser utilizada? Plantar alimentos, é claro. Com energia e humor, Pam Warhurst conta-nos, no TEDSalon, a história de como ela e uma equipe crescente de voluntários se uniram para transformar lotes de terra não utilizada em hortas comunitárias acabando por mudar a narrativa de alimentos da sua comunidade.


Pam Warhurst é o Presidente do Direção da Comissão Florestal, que aconselha sobre e implementa política florestal na Grã-Bretanha. PAM é, também, cofundadora da Incredible Edible Todmorden, uma parceria local de produção de alimentos vegetais que incentiva a participação da comunidade através de crescimento local. Incredible Edible começou, com um pequeno plantio de algumas herbáceas nos jardins de Todmorden, e hoje tem spin-offs nos EUA e no Japão. A Incredible Edible Todmorden dáàs pessoas comuns o poder para assumir o controle de suas comunidades por meio do engajamento cívico e activo.

2012-08-30

A falácia do biodiesel

Floresta situada no Bornéu devastada para a produção de óleo de palma
Os biocombustíveis  são um dos maiores engodos ambientais do nosso tempo. Sustentado num discurso pró ambientalista e apelando à redução do consumo de combustíveis fósseis, esta indústria tornou-se num processo de predação do mundo não humano. A área de florestas tropicais do sudeste asiático destruída para plantar palmeiras (Elaeis guineensis) produtoras de óleo é equivalente a 300 campos de futebol por hora.
O óleo de palma é tradicionalmente usado na cozinha do sudeste asiático, em alguns países africanos e no Brasil — sobretudo no estado da Baia — onde ficou conhecido como azeite de dendê (a árvore é apelidada de dendezeiro). A palmeira é originária de África e o seu território estende-se do Senegal a Angola e foi levada para o Brasil pelos portugueses tendo-se adaptado à condições climatéricas da Baia. Produzir óleo de palma para a alimentação não é um problema ambiental; a tragédia reside na industrialização da sua produção para a indústria dos combustíveis que, apesar do sufixo bio, não é sustentável.
O seu cultivo tem vindo a alargar-se em função da procura do seu óleo para a produção de  biocombustíveis o que conduziu à destruição massiva de habitats de inúmeras espécies em regiões vulneráveis como a Indonésia e a Malásia.
No dia 6 de Maio publiquei um artigo sobre o filme Green (ver abaixo) que retrata esta realidade de uma forma simultaneamente bela e triste.
Hoje deixo aqui a hierligação para uma petição, que convido a assinarem, da ativista Susan Callery Hursted: Stop the EPA from including palm-oil based biofuels in the Renewable Fuel Standard! O objetivo é que os biocombustíveis proveniente dos óleo de palma não sejam considerados no normativo sobre os combustíveis renováveis dado o forte impacte que tem na conservação dos ecossistemas o que, comparado com as emissões de dióxido de carbono provenientes dos combustíveis fósseis, não é um mal menor e constitui um forte contributo para agravar as alterações climáticas que já se fazem sentir.



Créditos
Foto: Cargill's Problems With Palm Oil, por Rainforest Action Network (Flickr).

2012-08-29

Salvem os manatís — um vintage

Os brasileiros chamam-lhe peixe-boi, mas internacionalmente ficaram conhecidos por manatís (manatees em inglês), termo que tem origem na língua pré-colombiana dos caribenhos Taínos e que significa peito. Os manatís são mamíferos aquáticos do género Trichechus que se distribuem por quatro espécies diferentes: T. inuguis que habita nas águas da floresta amazónia, T. manatus que vive nas águas da Índia ocidental e o manatí africano T. senegalensis, habitante das florestas húmidas da África ocidental.
Os manatís preferem águas doces, mas podem ser encontrados junto a estuários e mesmo no mar junto à costa, ainda que com menos frequência. Especula-se sobre a existência de uma quarta espécie, o manatí anão — Trichechus pygmaeus — endémico dos rios da floresta amazóica, mas não existem certezas científicas quanto à sua existência. Os parente vivos mais próximos dos manatís são os elefantes.
Os dois cartoons seguintes foram elaborados por Gina Harman em 1998 e fazem parte de uma campanha que visa alertar o público para a necessidade de conservar estas espécies. As principais ameaças à sua extinção são a perda de habitat devido à ocupação humana e as mortes causadas diretamente pela ação humana através da caça e de acidentes como o ilustrado no primeiro dos dois cartoons.

Para saber mais sobre esta campanha visita o website savethemanatee.org.




Créditos
Cartoons: Disponíveis em www.velvetgreencreations.com/index.php?page=Environmental_Cartoons 

2012-08-28

O esquilo que se tornou rosa


A few weeks ago, my son and I discovered a dead baby squirrel in our front yard. We could tell it had only recently died as its body was still soft and warm. Feeling sad we joined our palms and watched our breathing for a moment. I was on my way out but my son told me that he would bury the squirrel. When I returned home I saw a stick with a piece of paper attached to it propped next to one of our rose bushes. I bent down to look at it and on the paper read in my son's careful printing:

Here lays
a small dead squerl
ready to become
a Rose

Créditos
Ho, M. (1990). Animal Dharma. In Badiner, A. H. (Ed.) Dharma Gaia: A harvest of essays in buddhism and ecology. Berkeley: Parallax Press. (p. 131).
Foto: Rose squirrel, por sbpoet (Flickr).

2012-08-27

Free Julian Assange

Petição: Free Julian Assange (clique para assinar)


O nome Julian Assange tem dado que falar nos meios de comunicação social. O fundador do site wikileaks está no centro do conflito diplomático que surgiu entre o Reino Unido e o Equador. O Reino Unido ficou com a batata quente quente nas mãos, perante as declarações dos governos do Equador e da Argentina e, em particular, da UNASUR — União da Nações Sul-Americanas, cujo depoimento pode ser consultado aqui.
Não defendo que Assange seja um ícone da compaixão e compreendo que algumas das coisas que se dizem sobre o seu carácter irascível e sobre as decisões polémicas que tomou sejam verdadeiras e façam alguns vacilarem perante a sua defesa. Contudo, de uma coisa estou certo, não quero ver Assange em Guantánamo porque além de ser uma violação dos direitos humanos é um marcar de pontos a favor dos corruptos que pretendem tomar o mundo de assalto. Além disso, estou convicto que o balanço das suas ações na delação dos interesses ocultos das associações vergonhosas entre corporaçãoes e governos, da forma suja como desrespeitam a democracia, as pessoas e o mundo natural, é muito positivo; sobretudo se comparado com a ação de muitos líderes e chefes de governo entre os quais nomeio (ainda que seja uma lista muito limitada) Nicolas Sarkozy, Angela Merkel e Passos Coelho. Veria com melhores olhos estas figuras acusadas por crimes contra a humanidade de corrupção e terrorismo económico e social. Os dois primeiros destruíram a Grécia e o terceiro é cúmplice ativo na destruição do Estado (social e não só) Português.

2012-08-26

FOSS — Free Open Source Software

Já todos ouvimos falar de software Open Source, licenças Creative Commons, licenças Copyleft, All Rights Reversed, etc; mas nem sempre é claro para o utilizador comum quais são as vantagens de usar software livre. As aplicações FOSS mais conhecidas são, talvez, o navegador web Firefox (a partir do qual estou a escrever este artigo) o programa de email e organização Thunderbird — dois produtos da fundação sem fins lucrativos Mozilla — e as aplicações de produtividade OpenOffice e, mais recentemente, LibreOffice. No domínio dos sistemas operativos temos as distribuições Linux sendo mais conhecida o famoso Ubuntu, que pediu o nome emprestado à língua zulu. Não posso deixar de referira distribuição CaixaMágica, uma das primeiras (se não mesmo a primeira) distribuição Linux portuguesas e o Alinex, um projeto mais recente que nasceu de uma parceria entre a Universidade de Évora e a Junta da Extremadura.
Todas as aplicações que referi são inteiramente gratuitas, o código está disponível para uso por terceiros e qualquer delas possui versões em português europeu graças ao esforço de alguns carolas que se disponibilizaram para fazerem a sua tradução.
O conceito Free e Open Source não se aplica apenas a software, mas a produtos que possam se distribuídos pela Internet que vão desde recursos educativos como os patentes em OERcommons ou os do REA — OER = Open Education Resoureces e REA = Recursos Educacionais Abertos a conteúdos multimédia como o filme La Educación Prohibida (todo ele feito com software OpenSource) que foi alvo do artigo de 16 de agosto deste blogue, sem esquecer livros, revistas, sistemas operativos para telemóveis e tablets...
Martin Owens, no conjunto de slides que se segue, faz um excelente resumo das vantagens do software aberto e da importância de promover o seu uso em detrimento do software proprietário que a grande maioria de nós usa no nosso computador.

Free and Open Source 2 by Doctormo

2012-08-25

Manducare (trailer)

Conseguimos nós, ver para além do que está no prato? 

Vegan, Vegetariano, Omnívoro e Dieta do Tipo Sanguíneo... Quatro pessoas com estilos de vida diferentes mas com um objectivo em comum -- o bem comum. MANDUCARE é comer em latim e não é por acaso que se fala em regressão, numa altura em que evolução causa tantas questões globais. A forma em que como o Homem se afastou da natureza, a influência que tem na sustentabilidade da Terra aquilo que comemos, são algumas dessas questões, abordadas neste filme documental.